sábado, 20 de outubro de 2012

Ações e palavras

imagem: mdemulher.abril.com.br
O que você faz fala tão alto, que não consigo ouvir o que você diz.

O pensamento do filósofo e escritor americano, Ralph Waldo Emerson, precisa de nossa atenção.


Ações falam muito mais de nós mesmos do que nossas palavras.

Nossas palavras articulam-se por conveniência, por convenções e podem ser muito bem dissimuladas por força de nossa vontade, isto é, nem sempre contarão a verdade.

As ações mostram o que há em nossa alma, nossa índole, nossos valores.

É muito fácil falar. Mais difícil agir.

Francisco de Assis, missionário que resgatou a essência da mensagem do Cristo na Terra, em uma de suas pregações, afirmou:

A paz proclamada por vós com palavras deve habitar de modo mais abundante em vossos corações.

Isso significa que precisamos vivenciar algo para que nossas palavras e opiniões tenham peso. É a chamada autoridade moral.

Ela é válida na educação dos filhos, por exemplo.

Esses precisam identificar, nos genitores, o mesmo comportamento que estão exigindo deles.

Caso não encontrem essa referência, dificilmente seguirão qualquer recomendação educacional.

Os filhos poderão até obedecer, mas por medo, por ascendência da força,naquele momento.

Esse tipo de ascendência, porém, não dura. Tão logo se desvencilhem dos pais ou desenvolvam uma independência maior, voltarão a repetir as mesmas atitudes do ontem equivocado.

Resumindo: não aprenderam. Simplesmente atenderam a uma recomendação, por determinado tempo.

Por isso ouvimos falar na força do exemplo.

Os filhos copiam os pais em muitos aspectos. Imitam suas ações, sua forma de lidar com isso ou aquilo na vida. Seus conselhos só serão ouvidos se perceberem a força da autoridade moral embasando as falas.

A sabedoria de alguém não é medida pelo quanto ela sabe, conhece, mas pela qualidade de suas ações.

Vemos assim, no mundo, grandes vozes, de retórica impecável, mas cujas ações, no dia a dia, não condizem com seu verbo afiado.

Sobem nas tribunas do mundo, cantando a igualdade, a justiça, a defesa da população, quando em seu coração há apenas a busca pela satisfação de sua vaidade e egoísmo, tirando vantagem de tudo e de todos.

E muitas consciências de hoje estão tão doentes, tão obnubiladas, que nem sequer sentem algum tipo de remorso, culpa ou responsabilidade.

Despertarão mais tarde, possivelmente com a dor, com a força da lei de causa e efeito, colocando tudo de volta nos trilhos da alma descarrilhada.

Assim, cuidemos de nossas palavras e cuidemos de nossas ações.

O que fazemos fala muito mais alto do que aquilo que dizemos.

Lembremos do pensamento do filósofo:

O que você faz fala tão alto, que não consigo ouvir o que você diz.



Redação do Momento Espírita. FEP

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mensagem de Esperança


Irmãos queridos.

Diante dessa crise que se abate sobre nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma conta dos brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, nós, os seus companheiros trazemos na noite de hoje a nossa mensagem de fé,  de coragem e estímulo. Estamos irradiando-a para todas as reuniões mediúnicas que estão sendo realizadas neste instante, de norte a sul do Brasil. Durante vários dias estaremos repetindo a nossa palavra, a fim de que maior número possível de médiuns possa captá-la. Cada um destes que sintonizar nesta faixa vibratória dará a sua interpretação, de acordo com o entendimento e a gradação que lhe forem peculiares.

Estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha.

Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o otimismo renasçam nos corações. A onda de pessimismo, de descrédito e de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e aspirando a realizar algo de construtivo e útil para o país, em qualquer nível, vêem-se tolhidos em seus propósitos, sufocados nos seus anseios, esbarrando em barreiras quase intransponíveis. É preciso modificar esse clima espiritual. É imperioso que o sopro renovador de confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação varra para longe os miasmas do desalento e do desânimo. É necessário abrir clareiras e espaços para que brilhe a luz da esperança.

Somente através da esperança conseguiremos de novo, arregimentar as forças de nosso povo sofrido e cansado.

Os espíritas não devem engrossar as fileiras do desalento. Temos o dever inadiável de transmitir coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé. Ah! A fé no nosso futuro! A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar. Responsabilidade nossa. Tarefa nossa. Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de perigo inimaginável. O desânimo e seus companheiros, o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam, muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas. Não raras vezes, insuflado por mentes em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta.

Diante desse quadro de forças negativas tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos espíritas o dever urgente de lutar pela transformação deste estado geral. Que cada Centro, cada grupo, cada reunião promova nossa campanha. Que haja uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pelas provações rudes, encontrem em nossas Casas um clima de paz, de otimismo e de esperança!       
            
Que vocês levem a nossa palavra a toda parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação, precisamos contagiar o nosso Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país a crescer e caminhar no rumo do progresso. São essas forças que impelem o indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor.

Meus irmãos, o mundo não é uma nau à matroca. Nós sabemos que “Jesus está no leme” e que não iremos soçobrar. Basta de dúvidas e incertezas que somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho.

 Sejamos solidários sim com a dor de nosso próximo. Façamos por ele o que estiver ao nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo, sobretudo transmitindo o esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona. Mas que também  a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado.

E não esqueçamos de que, se o Brasil “é o coração do mundo”, somente será a “pátria do Evangelho” se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós.



Eurípedes  Barsanulfo

(Psicografada pela médium Suely Caldas Schubert, em 14 de setembro de 1983, 
no Centro Espírita Ivon Costa, em Juiz de Fora, MG)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Suave convite


Nos tempos modernos, torna-se cada vez mais frequente o surgimento de transtornos emocionais e diversos tipos de fobias e angústias sociais.

Isso demonstra o grau de infelicidade de muitas criaturas.

Tem sido comum a alma humana buscar o alento e apoio nas coisas materiais ou nas pessoas.

Viagens, compras, jogos de azar, entrega às fartas mesas e à embriaguez, férias prolongadas – tudo constitui um caminho comum na busca incessante de se equilibrar emocionalmente.

A desilusão é certa quando se busca o alívio em algo material.

Com o tempo, tudo isso leva ao enfado e ao descontentamento.

As amizades, quando não são sinceras, se esvaem com o tempo.

As variadas terapias que temos à disposição, muitas vezes não trazem o resultado que o indivíduo busca.

*   *   *

Jesus, nosso celeste Amigo, nos convida à Sua companhia para que tenhamos o amenizar das dores. A proposta do Mestre é a do auxílio incessante. Vinde a mim... que eu vos aliviarei.

Não existe a promessa de que o problema será retirado da vida de cada pessoa, pois todos têm que resgatar o que devem perante a lei de Deus.

Mas Ele nos oferece a certeza de que está sempre conosco, iluminando nossos caminhos, para que nos sintamos fortalecidos ao enfrentar as dificuldades.

Com Jesus Cristo temos o discernimento para entender que ninguém se acha no mundo sem nobres objetivos.

No quadro de todas as lutas humanas, a ajuda de Jesus é essencial para a conquista da harmonia física, mental e espiritual.

Poucos de nós paramos para meditar no verdadeiro papel do Cristo na vida de cada um.

Se permitirmos que Ele se mantenha vivo em nossos corações, alcançaremos com mais facilidade a coerência e a lucidez nas atitudes e nos sentimentos.

Jesus prossegue socorrendo a pequenez humana e, nos dias de insegurança, Ele representa para nós um foco de luz.

Faz o convite diário a todas as criaturas, sem distinção e, com certeza, nos aguarda de braços abertos, cheio de esperança de que busquemos conhecê-lO e aprendamos a amá-lO com os nossos mais sinceros sentimentos.

*   *   *

O apoio do Cristo é de importância capital para cada um e para todos nós.

Se, por um lado, Ele não retira o fardo da quota das nossas responsabilidades, por outro, jamais nos deixa à míngua da Sua luminosa presença, o que será sempre garantia de fortalecimento para o enfrentamento da asperidade.

O Cristo é, assim, para nós, a fonte do ansiado alívio para todos os tormentos, para todas as lutas e dores, impulsionando-nos para que aprendamos a solucionar intrincados enigmas por meio da nossa comunhão com os Seus ensinos.

Não apenas nas quadras de aperto e infelicidade, mas, também, quando tudo nos sorri, quando o sol brilha sobre as nossas estradas, pois esse é o melhor tempo de fixarmos o aprendizado para os tempos de invernia.

Busque-O, você também, em cada dia da sua vida, com alegria interior, instalando em si mesmo os prenúncios da paz que o vacinará contra os maus tempos da alma, dando-lhe resistência para facear, com bom ânimo, todo e qualquer testemunho pelo qual tenha que passar.

Redação do Momento Espírita, com base  no cap. 3, do livro Quem é o Cristo,pelo Espírito Francisco de Paula Vítor,psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

59ª SEMANA ESPÍRITA DE VITÓRIA DA CONQUISTA

Com o tema Central "Responsabilidades Ante a Era Nova", acontecerá no período de 02 a 09 de Setembro de 2012, no Centro de Convenções Divaldo Franco, a 59ª SEMANA ESPÍRITA DE VITÓRIA DA CONQUISTA.
O evento que se constitui em momento de profunda espiritualidade mobiliza caravanas de todo o país para um encontro que celebra a fraternidade e o amor entre os homens e os Espíritos, sob a inspiração dos nobres ensinos transmitidos à Terra pelos Espíritos Superiores e codificados por Allan Kardec, pseudônimo adotado pelo professor Hippolyte Léon Denizard Rivail.
O tema será desenvolvido através de palestras e seminários, contando com a participação do médium Divaldo Franco.






sábado, 4 de agosto de 2012

Projeto de Apadrinhamento Escolar - Mais Criança na Escola

Mais Criança na Escola. Com o objetivo de alfabetizar um número cada vez mais crescente de crianças, a Sociedade Espírita Fraternidade está construindo uma rede Solidária de Amigos. Conheça o Remanso Fraterno, a obra social da Sociedade Espírita Fraternidade, a Casa do nosso Raul Teixeira.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Notícias de Raul

Raul evolui muito bem com seu tratamento. A fisioterapia é diária e a fonoaudiologia, três vezes por semana. A fala de Raul continua progredindo de maneira muito animadora. Na sua última consulta com categorizado Neurologista de Niterói, seu médico, este ficou muito feliz com a sua evolução ao identificar significativa melhoria nos movimentos do braço e da mão direita.

Por ora sua rotina diária está concentrada no tratamento.

Raul tem recebido convites para estar presente em várias homenagens que nossos confrades muito carinhosamente oferecem, mas neste momento do tratamento ele não está em condições de viajar e interromper a rotina imposta pelo tratamento, que o leva a necessitar de repouso físico e mental.

Esclarecemos que a recusa aos convites acima mencionados e às solicitações de visitas, perfeitamente compreensíveis da parte dos amigos que lhe desejam o melhor, se dá tão somente para resguardar o próprio Raul e permitir a continuidade do tratamento sempre muito intenso e que requer exames periódicos, que exigem seu deslocamento até as clínicas especializadas.

Sempre que possível, as saudações fraternas são transmitidas e ele próprio toma conhecimento das homenagens que lhe são prestadas pela comunidade espírita, o que o deixa sempre muito sensibilizado e agradecido.

Seu estado de espírito, como sempre, é excelente, mantendo seu jovial bom-humor e jovialidade.

Agradecemos pelas preces continuadas em favor do valoroso amigo.

Fraternalmente,
Diretoria da Sociedade Espírita Fraternidade.

Errata

Errata é uma ferramenta valiosa para compensar algum escorregão que passou pelo processo de impressão.

Podemos encontrar essas correções tipográficas em livros, manuais ou outras publicações.

Geralmente a errata é impressa nas páginas finais da obra ou em folha separada.

Tais correções e outras que venham a ser descobertas serão incorporadas à obra numa edição posterior, à qual se costuma incluir o subtítulo: edição revista e corrigida.

Pensando em nossa vida, nos indagamos se não seria interessante que pudéssemos fazer algumas erratas.

Quando falamos algo de forma indevida, indelicada, como apreciaríamos poder apontar: onde se ouviu de tal forma, por favor, entenda-se dessa outra.

Quando um amigo nos vem relatar suas dores e, atarefados em demasia, não lhe damos maior atenção, como seria importante se pudéssemos estabelecer a errata:

Desconsidere o momento em que fui desatencioso com você e, por gentileza, considere que eu me importo com o que lhe acontece. Posso visitá-lo?

Algumas pessoas dizem que na vida as coisas não acontecem assim, que não dá para ficar elaborando errata a cada falha cometida.

Elas têm razão, pois algumas das nossas falhas somente as percebemos quando é tarde demais, quando não se pode mais fazer o ajuste.

Recordamos daquele pai que fica imerso em negócios e mais negócios, sem tempo para seus filhos.

Quando a filha o convida para ensaiar uns passos de dança, no parque, ele se esquiva, com a desculpa de que é ridículo o que ela propõe.

Ela é uma criança, cheia de fantasia. Para ela, o parque é um salão de festas, a música que toca no aparelho de cd é uma grande orquestra.

E ela dança só, enquanto o pai simplesmente lhe observa a graciosidade dos movimentos de menina.

Mas, depois, quando ela adoece e parte para a outra vida, de forma rápida, ele recorda que poderia tê-la tido nos braços mais tempo, que poderia ter brincado mais, ter-lhe dado mais atenção.

Como ele apreciaria poder fazer a errata: Naquele dia, quando eu disse que não queria dançar, entenda que eu era um tolo e desejo muito dançar com você.

Bem disse alguém que as lágrimas mais doloridas derramadas sobre os túmulos são as lágrimas do remorso.

Remorso de não ter estado mais presente, de não ter atendido pequenas coisas, de não ter abraçado mais, beijado mais.

Remorso de não ter demonstrado seu amor com todo vigor, sem peias, sem tolos pudores.

*   *   *

Errata – ferramenta valiosa, mas não disponível em todos os lances da nossa vida.

Com certeza, teremos possibilidade de pedir perdão, de solicitar desculpas, de reparar faltas cometidas. Mas, nem todas.

Por vezes, a pessoa já se foi, o tempo é outro, a distância se faz imensa.

Por tudo isso, invistamos na vida, no amor, nos relacionamentos.

Não aguardemos que o tempo se escoe e que a errata somente possa ser feita, em nova impressão, ou seja, em uma nova reencarnação, como uma obra reeditada, revista e corrigida.

Ajamos já.

Redação do Momento Espírita.