quarta-feira, 1 de abril de 2026

A mensagem do Cristo precisa ser conhecida, meditada, sentida e vivida (Alcíone)

 

Marta Antunes Moura
Trabalhadora espírita vinculada à Federação Espírita Brasileira desde 1980.
Supervisora do programa “O Evangelho Redivivo” – Brasília (DF)


A despeito da necessidade de conhecermeditarsentir vivenciar a mensagem do Cristoainda estamos muito distantes de absorver, na sua integralidade, o Evangelho, pois investimos muito tempo, ao longo das inúmeras reencarnações, em apreciar ou destacar os aspectos literais do Evangelho, interpretados sob o véu de princípios teológicos e exercitados por meio de práticas ritualísticas. Existe, desta forma, um processo subliminar atávico que precisa ser reeducado.[1]

          A este respeito, não podemos deixar de assinalar que vivemos em uma época marcada por contradições: de um lado vivemos cercados pelas comodidades proporcionadas pelos avanços da Tecnologia e da Ciência. No sentido oposto, constatamos a marcante escassez moral presente na humanidade planetária, assinalada por guerras e crimes hediondos, corrupções generalizadas e deficiente sentimento de compaixão e amor ao próximo. Tal constatação nos conduzem ao distanciamento das orientações de Jesus, consideradas por muitos intelectuais de plantão como ultrapassadas. Entretanto o Espírito Alcíone assevera: 

[…]. Chegamos à conclusão de que o Evangelho, em sua expressão total, é um vasto caminho ascensional, cujo fim não poderemos atingir, legitimamente, sem conhecimento e aplicação de todos os detalhes. Muitos estudiosos presume haver Alcançado o termo da lição do Mestre, com uma simples leitura vagamente raciocinada […]. [2]  

No meio espírita, inclusive, surpreende-se quando há quem demonstre pouco ou nenhum interesse pelo estudo aprofundado do Evangelho, indicando por palavras ou ações que falar, entender e esforçar para vivenciar a Mensagem do Amor, transmitida e exemplificada por Jesus, é algo secundário ou de menor relevância. Na verdade, precisamos estar mais atentos, evitando opiniões precipitadas, armadilhas emocionais ou empolgações intelectuais. Procuremos, ao contrário, aprofundar o nosso entendimento a respeito da Mensagem de Amor que Jesus nos destinou, agindo com mais simplicidade, sim, mas também procurando senti-la em profundidade para, efetivamente, vivenciá-la:

 

[…] O Evangelho é o edifício da redenção das almas. Como tal, devia ser procurada a lição de Jesus, não mais para qualquer exposição teórica, mas visando cada discípulo ao aperfeiçoamento de si mesmo, desdobrando as edificações do divino Mestre no terreno definitivo do Espírito.[3]

 

Qualquer tentativa de conhecer resumidamente os ensinos do Mestre Nazareno é como colocar o oceano em uma xícara, já afirmava o respeitável estudioso estadunidense Bruce Norman Champlin (1933- 2018), que analisou o Antigo e o Novo Testamentos, versículo a versículo.

O Evangelho de Jesus estudado à luz da Doutrina Espírita é manancial de paz e  de grande entendimento, pois, além de nos libertar de atavismos, de ideias  preconcebidas ou de certas manifestações do ego, concede-nos a força moral  libertadora das imperfeições espirituais que ainda albergamos no íntimo do ser. O  Evangelho de Jesus, repetimos, conhecido e interpretado segundo os preceitos do  Espiritismo é proposta que fortalece a aquisição de valores morais e éticos, necessários  à ascensão a planos superiores da vida.  

 

O Espiritismo, sem Evangelho, pode alcançar as melhores expressões de nobreza, mas não passará de atividade destinada a modificar-se ou desaparecer, como todos os elementos transitórios do mundo. E o espírita que não cogitou da sua iluminação com Jesus Cristo, pode ser um cientista e um filósofo, com as mais elevadas aquisições intelectuais, mas estará sem leme e sem roteiro no instante da tempestade inevitável da provação e da experiência, porque só o sentimento divino da fé pode arrebatar o homem das preocupações inferiores da Terra para os caminhos supremos dos páramos espirituais.[4]

Felizes os que tem olhos que veem e ouvidos que ouvem! (Mateus, 13:16)

 

Referências 

[1] EMMANUEL (Espírito). Renúncia. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 36 ed. 7 imp. Brasília: FEB, 2017. 2a Parte, cap. 3.
[2] Moura, Marta Antunes (Org.). Introdução ao estudo d0 Evangelho Redivivo. 1. ed. 1. imp.  Brasília: FEB, 2019. Tema 1, p. 21. 
[3] EMMANUEL (Espírito). Renúncia. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 36 ed. 7 imp.  Brasília: FEB, 2017. 2a Parte, cap. 3. 
[4]EMMANUEL (Espírito). O consolador. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 29 ed. 3 imp. Brasília: FEB, 2016. Q. 282. 
[5] EMMANUEL (Espírito). O consolador. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 29 ed. 3 imp. Brasília: FEB, 2016. Q. 236


Fonte:  A mensagem do Cristo precisa ser conhecida, meditada, sentida e vivida (Alcíone) – FEB


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