sábado, 8 de outubro de 2011

Estrutura da Psique (3)

Curso ministrado por Iris e Cláudio Sinotti, da Mansão Caminho, em Salvador, sobre a Série Psicológica da Benfeitora Joanna de Ângelis.
Aula 4. Estrutura da Psique (3)

A Estrutura da Psique (3) from TVCEI on Vimeo.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O 1º ANO DE NOVOS ENCONTROS SEJA

No último dia 2 de outubro comemoramos um ano de atividades no novo espaço SEJA.
Como ocorre o primeiro Sábado de cada mês ser dedicado, também, a vibração pela Paz, o momento singular, ocorrido no dia 01 de outubro, foi aproveitado para comemorar o primeiro ano dos encontros do Evangelho no novo espaço, que teve a integração de mais um companheiro ao grupo de estudos.
Este período foi marcado pelo estudo, pela emoção, pela contribuição valiosa de cada membro que ao compartilhar sua alma com os demais componentes propiciou um ambiente de espiritualidade, paz, e profundo amor, sempre sob a inspiração do Evangelho, à luz da Doutrina Espírita.
Muito esforço amoroso foi feito pelo grupo na direção dos caminhos de Jesus, pois como afirma o Espírito Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco: “Para todas as direções existem caminhos. Ninguém, no entanto, que siga pelos caminhos de Jesus deixará de alcançar a meta que persegue: a felicidade integral.”
Sabe-se que a felicidade é uma construção da jornada da alma, a ser vivenciada no compromisso do percurso para Deus.
Imbuídos dessa aspiração muito se buscou abrir janelas na alma para ampliar o conhecimento do Espírito Imortal que se é.
É gratidão o sentimento que exterioriza na alma de todos ao Mestre Jesus, pela oportunidade de se ter compartilhado experiência tão enriquecedora, neste ano, que se completa - mesmo depois de tantos outros -, que mesmo em sendo uma continuidade preservou a característica de ter se revelado singular e profundamente novo, ainda que não o fosse. Mas foi. Foi novo.
Foi novo para uma geração que se inicia e, que, ao mesmo tempo, continua, num desbordar de novas almas irmãs que se juntam para somar e distribuir o novo com o novo de sempre.
Muitos momentos singulares ao ler, ouvir, assistir, refletir, falar, sorrir, chorar...
Muitos momentos ficaram... um deles, ou mais de um, talvez, esquecido... outros, muito outros, lembrados, inapagáveis... sementes sagradas no campo da alma...
Muita esperança, alegria, paz, gratidão, perseverança, compreensão...
Muito de cada um. Uma intensidade de cada um. Um brilho espiritual de cada olhar, de cada gesto, de cada falar, de cada silêncio, de cada mergulho no mar sem fim do Ser. Um brilho de coração...
Muito compartilhar de Joanna... Emmanuel... Kardec... Muito JESUS.
Tudo foi tão intenso que quase não se consegue adjetivar a singular vivência.
Não poderia ser diferente, pois quando se envolve com o Evangelho do Nosso Senhor, tudo fica muito intenso, profundo, inspirador, renovador.
A Vida, generosa, serviu o Pão para a alma, levedado com o fermento da motivação, da alegria, da busca sincera, para alimentar os anseios mais nobres de paz e integração com o Criador, sob a orientação segura do Mestre Jesus.
Finalmente, a reflexão sobre o primeiro ano dos novos encontros SEJA, visita os versos do poema "Marchemos", de autoria do Espírito Castro Alves, presente no livro "Parnaso de Além-Túmulo",transmitido através da mediunidade abençoada de Francisco Cândido Xavier:

"Para a frente caminhai,
o amor é luz que se alcança,
tende fé, tende esperança,
para o infinito marchai."

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Introdução à Série Psicológica

Curso ministrado por Iris e Cláudio Sinotti, da Mansão Caminho, em Salvador, sobre a Série Psicológica da Benfeitora Joanna de Ângelis.
Aula 1.

Introdução à Série Psicológica from TVCEI on Vimeo.

sábado, 17 de setembro de 2011

Judas Iscariotes

Na dobra dos séculos, ele continua sendo apontado como alguém que destoou no Colégio Apostólico, exemplo de mau amigo, traidor. Ainda na atualidade, o seu nome é dado aos que traem uma causa, aos que erguem a mão contra quem os brindou com amizade.

Dentre os doze apóstolos, parece ter sido o único que não era galileu. Filho de Simão, era da cidade de Cariote ou Kerioth, "cidade do extremo sul da tribo de Judá, a uma jornada além do Hebron." (3)

Em Cafarnaum, Judas, comumente denominado, Judas Iscariotes, o que equivale a dizer, Judas, de Kerioth, sua localidade de nascimento, se consagrava ao pequeno comércio, vendendo peixes e quinquilharias.

Entendia de contabilidade, e se transformou no tesoureiro do grupo. Era quem cuidava da bolsa das ofertas. Quem lhe analise a personalidade, o qualifica como culto, eloqüente e polido. Também alegre e um homem realizado.

Destacam-se nele, igualmente, qualidades como discrição e sensatez. Com certeza, um homem prático. Sua cabeça era de um comerciante. Seu negócio era adquirir, revender e contar os lucros.

"Imediatista, considerava as pessoas e ocorrências através da óptica distorcida da realidade, pelo valor relativo, amoedado, social, transitório, não real. (...)" (2)

Foi exatamente sob essa tônica, que ele expôs o Amigo Celeste. Judas tinha ambição, fascinação pelas riquezas, preocupações com a vida material. Não conseguiu apreender o sentido da missão do Grande Amigo.

Para ele, o carpinteiro de Nazaré era o Messias, aguardado há séculos por Israel, sofrida e à época, escrava da águia romana dominadora. O poder de Jesus, Seus discursos, Sua inteligência e Seus milagres o fascinavam.

No Evangelho de João (12:6), encontramos uma referência à sua desonestidade, referindo o evangelista que "tendo a bolsa, roubava o que se lançava nela."

Segundo as lições espirituais, Jesus o teria advertido, ao início do apostolado: "...Judas, a bolsa é pequenina; contudo, permita Deus que nunca sucumbas ao seu peso!" (6)

Sua é a voz primeira que sussurra acerca do desperdício, em casa de Simão, o ex-leproso, durante o banquete em que Maria, de Betânia, oferece ao Amor não amado, o caro perfume, ungindo-Lhe os cabelos. Servindo-se do momento para o ensino, Jesus recorda da pérola da amizade e da preciosidade da manifestação afetiva, alertando sobre a precariedade das coisas temporais.

Acompanhando o Rabi, dia após dia, registrando-Lhe a grandeza, alimenta o filho de Simão a idéia de que, dia chegará em que Ele assumirá o poder, liderando uma grande revolução, esmagando Roma. Não conseguira entender que a maior revolução que o doce Rabi propunha era contra o inimigo interior.

Após a triunfal entrada do Amigo em Jerusalém, Judas imaginou que melhor momento não haveria do que aquele para que Ele inaugurasse o Seu Reino.

No entanto, sequer sorrira Jesus, nem retribuíra com acenos ou um inflamado discurso à extraordinária recepção, que o povo lhe oferecia. Aquela maré humana entrou por um dos grandes portais da muralha do Templo e se derramou para o interior da extensa área do átrio dos gentios, ao átrio do povo e dos sacerdotes.

E quem ouvisse os brados de Hosana ao Filho de Davi! Hosana! acorria para ver quem seria a personagem que assim estaria sendo ovacionada. Quem seria alvo de tão deslumbrante manifestação?

Os fariseus ficaram indignados e mais recrudesceu o ódio contra o Galileu. Os sacerdotes devem ter tremido, temendo, mais que nunca, perder o cargo e seus privilégios. Decretava-se, ali, a urgência da sentença de morte do Filho de Nazaré.

Contudo, enquanto Judas aguarda que Ele tome uma atitude, o Mestre se retira da cidade, ao anoitecer e se dirige a Betânia, onde costumava passar a noite.

O discípulo se inquieta. Sob seu ponto de vista, Jesus não sabe aproveitar as oportunidades, nem se preocupa em conquistar a atenção dos homens mais altamente colocados na vida.

Gozando da amizade de políticos influentes em Jerusalém, Judas decide propor um acordo para apressar o triunfo do Messias. Arquiteta entregá-lO aos homens do poder temporal, "em troca de sua nomeação oficial para dirigir a atividade dos companheiros. Teria autoridade e privilégios políticos. Satisfaria às suas ambições, aparentemente justas, com o fim de organizar a vitória cristã no seio de seu povo.

Depois de atingir o alto cargo com que contava, libertaria Jesus e lhe dirigiria os dons espirituais, de modo a utilizá-los para a conversão de seus amigos e protetores prestigiosos." (7)

Quando a alvorada se fez, o discípulo imprevidente se dirigiu ao Sinédrio. Aguardou horas, mas muitas promessas lhe foram feitas. Guardou as 30 moedas, nem mesmo sabia porquê. Afinal, logo mais, ele teria as rédeas do movimento renovador. Era uma quantia pequena para o que idealizava. Nada além do preço de um escravo: trinta moedas de prata.

Com um beijo entrega o Amigo a quem amava, sem O compreender. Aterrorizado, viu seu Mestre ser conduzido à cruz, sem nenhum lamento, sem nenhuma queixa.

Dando-se conta do equívoco, busca Caifás, reclamando o cumprimento do acordo. Somente recebe dele e dos demais membros do Sinédrio sorrisos de sarcasmo. Recorre às suas relações de amizade e teve que reconhecer a fragilidade das promessas humanas.

De longe, Judas contemplou as cenas humilhantes e angustiosas do drama do Gólgota. O remorso o abraça, dilacerando-lhe a consciência.

Um pensamento o toma. Sem amigos, traidor vil que entrega o Amigo querido, da forma mais ignominiosa, ele somente pensa em desertar da vida. Naquele momento, não se recordou das exortações acerca da prece, da comunhão com o Pai, do perdão lecionado tantas vezes pelo Nazareno.

Ele somente escuta a voz tenebrosa de seu tremendo remorso e, dirigindo-se à rampa do vale de Hinom, compõe o laço em torno do pescoço e se deixa pender, vencido pela dor, ingressando no mundo espiritual, atormentado e sofredor.

Conta-se que, tendo devolvido aos sacerdotes o dinheiro vil, entenderam eles que aquele era "preço de sangue" e não seria lícito retorná-lo aos cofres do Templo. Assim, adquiriram um campo para servir de cemitério a estrangeiros e peregrinos que morressem em Jerusalém.O local ficou conhecido como "campo de sangue" e, segundo alguns, Judas teria sido o primeiro a ser ali sepultado.

Na seqüência dos anos, ele expiaria sua tenebrosa falta. Em entrevista que concede ao espírito Irmão X, assim narra a sua trajetória de redenção: "Depois de minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV.

Desde esse dia em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo do perdão da minha própria consciência..." (8)

Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita - abril/2004

Bibliografia:
01.FRANCO, Divaldo Pereira. Isto é lá contigo. In:___. Há flores no caminho. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1982. cap. 23.
02.______. Arrependimento tardio. In:___. Trigo de Deus. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1993. cap. 12.
03.RENAN, Ernest. Os discípulos de Jesus. In:___. Vida de Jesus. 13. ed. São Paulo: Martin Claret, 1995. cap. 9.
04.TEIXEIRA, J. Raul. Jesus e a traição. In:___. Vida e mensagem. Pelo espírito Francisco de Paula Vitor. Niterói: FRÁTER, 1993. cap. 15.
05.VINICIUS. Reabilitação de um culpado. In:___. Na escola do mestre. 4. ed. São Paulo: FEESP, 1981. cap. 4.
06.XAVIER, Francisco Cândido. Os discípulos. In:___. Boa nova. Pelo espírito Irmão X. 8. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1963. cap. 5.
07.______. A ilusão do discípulo. Op. cit. cap. 24.
08.______. Judas Iscariotes. In:___. Crônicas de além-túmulo. Pelo espírito Humberto de Campos. 8. ed. Rio[de Janeiro]: FEB, 1975. cap. 5

Campanha O Evangelho no Lar e no Coração

A Campanha permanente do Conselho Federativo Nacional da FEB “O Evangelho no Lar e no Coração” tem reforço continuado com o “Programa de Lançamento da Campanha mais que envolvente”.
Natal combina com o Evangelho no Lar e no Coração. Uma Campanha mais que Envolvente.
Amplie o bem que existe em você. Participe, faça e ensine a fazer.

Apoio: União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (www.usesp.org.br).
Informações: Luiz Cláudio da Silva: E-mail: evangelhonolar@usesp.org.br; Tefones: (11) 9246-0296 e 8264-1090.

sábado, 27 de agosto de 2011

Simplicidade cristã

Não basta preocupar-nos em manter a simplicidade do ambiente
material da casa espírita sem cuidarmos dessa virtude por dentro de nós
mesmos.

Na reunião espírita onde reine a verdadeira simplicidade, seus
seguidores fiéis não são jamais selecionados para os cargos e tarefas dando
preferência a valores transitórios, tais como: riqueza material, títulos
acadêmicos, poderes políticos, cargos administrativos, autoridades
profissionais, intelectualidade brilhante. Predomina somente a alma, o
coração, o espírito, com seus valores pessoais, talentos adquiridos e
necessidades de aprendizado e aperfeiçoamento moral.

Os interesses da alma eterna estão sempre em primeiro lugar em
qualquer atividade doutrinária ou de caridade.

Diante do Senhor da Vinha, os trabalhadores do bem e os assistidos
são todos considerados irmãos, alunos, aprendizes, companheiros,
necessitados, cooperadores e trabalhadores.

A alma simples não ocupa o tempo precioso com as mediocridades
humanas: disputa injusta de se mostrar ser o maior e melhor, o jogo sombrio
de intrigas, a tortura silenciosa da inveja.

A simplicidade é vivência imprescindível para anular a ação nefasta
e poder ilusório do orgulho e inveja, vaidade e idolatria. É energia
mentopsíquica suave, bela e forte que solidifica a personalidade do espírita
verdadeiro.

O espírita que busque viver a simplicidade é alma transparente
que prima em ser sempre autêntico: não complica, não confunde e nem é
complexo no relacionamento com os outros. Pensa, sente e age com
naturalidade, pois tem Jesus no raciocínio ponderado e coração
evangelizado. Não conserva em seu íntimo nenhum interesse infeliz de
dominação e exigência, falsidade e competição, prevenção e presunção.

Não mudará jamais suas idéias e opiniões para satisfazer a interesses
mesquinhos de terceiros duvidosos. Fica totalmente livre para ser ele
mesmo e seguir com desenvoltura o Divino Mestre do amor incorruptível.

O espírita sincero, com o Evangelho de Luz eterna:

Acredita ser pessoa comum, como as demais da Humanidade,

É de fácil relacionamento com os incrédulos e problemáticos,

É despretensioso, não cuida com prioridade de seus interesses,

Comunica-se com bastante espontaneidade, sem usar disfarce,
hipocrisia e falsidade,

Vive feliz e contente com o que possui na vida terrena e o que é
por dentro de si mesmo,

Manifesta-se no grupo como pessoa familiar, amiga e simpática.

Expõe seus sentimentos com a leveza da inocência boa, bela e
pura,

Age sempre com o máximo de naturalidade possível,

Não deseja mostrar-se o que ainda não é,

Não se contradiz, por não ser criatura dissimulada,

Não sobrecarrega a mente com fantasias de grandeza moral,

Expõe seus sentimentos e idéias com o máximo de discrição e
modéstia,

Sua lealdade de coração é retrato nítido da sinceridade, que espelha
seu caráter digno.

Os corações sinceros que exemplifiquem a lídima simplicidade
favorecem a criação de ambiente espiritual com intensas vibrações suaves
e leves, puras e harmoniosas, saudáveis e balsâmicas. Essas vibrações
nascidas do amor de cada coração devotado a Jesus inoculam energias
salutares nas mentes desarvoradas dos espíritos encarnados ou
desencarnados fortalecendo-os e equilibrando-os. As forças espirituais
originadas de profundo amor e encantadora simplicidade multiplicam
bênçãos ilimitadas de luz e paz, alegria e esperança, socorro e inspiração
superior a todos os necessitados e sofredores atendidos nessas reuniões
bastante amorosas.

Imprescindível manifestarmos simplicidade no pensar, no sentir,
no relacionamento, na conversação, na afetividade, na atitude, no vestir-se,
no comunicar-se, no ensinar, nas emoções, nos desejos, nos pequeninos
gestos, em nossa maneira de trabalhar...

Simplicidade cristã que encanta a alma abatida, que conforta o
coração aflito, que anima os tristes, que comove os solitários, que facilita
o diálogo amigo, que comunica intensa paz, que vibra simpatia, que
favorece o acolhimento, que magnetiza a prece proferida, que multiplica
o tônus vibratório das reuniões de Amor, Fé e Caridade.

Sustentemos as ações e atividades com a beleza da simplicidade
que tanto agrada a Jesus e aos Espíritos Superiores!

Walter Barcelos. Uberaba - MG, julho de 2008. (Anuário Espírita)